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sexta-feira, 6 de maio de 2011

SIMBOLOGIA DA MAÇÃ

Enviado pelo Ir.: Milton C. Lopes

Um detalhe interessante sobre a famosa Academia de Crotona, na Sicília, fundada por Pitágoras, diz respeito aos métodos de reconhecimento entre os membros do “círculo interno”, aqueles que tinham acesso aos conhecimentos esotéricos e desfrutavam da intimidade do grande filósofo.

Como é sabido, os pitagóricos viam os números como a expressão da própria natureza, e cultivavam uma paixão pela geometria sagrada.

Dentre as figuras que Pitágoras considerava perfeitas, o pentagrama (a estrela de cinco pontas, a mesma “sba” do antigo Egito, a “estrela-cão”) era sua preferida.

Para ele, nela se poderia ler TODAS as relações matemáticas que informam o Universo, inclusive a celebrada razão áurea.

Essa figura está presente na natureza em incontáveis manifestações, a mais comum sendo vista nas flores das árvores frutíferas.

Na literatura maçônica, na ocultista e mesmo na cristã, católica, muçulmana, a Estrela de Cinco Pontas está presente há milênios.

Na arquitetura, as catedrais góticas são uma prova inconteste de uma aplicação prática da ciência sagrada, sendo os arcos botantes, as rosáceas e os arcos ogivais uma materialização em pedra das relações matemáticas existentes no pentagrama.

Os iniciados de Crotona usavam o pentagrama como um talismã ou amuleto e como sinal secreto de reconhecimento.

Aqui há que se fazer uma pequena digressão, para irmos à Biblia, ao Pentateuco.

Ali, no Gênesis, se lê que Deus vedou ao homem, a Adão e Eva, o acesso à Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, ou simplesmente Árvore do Conhecimento.

E que árvore era essa?

Para muitos teólogos, era a Macieira, abundante na bacia do Mediterrãneo e em todo o Oriente Médio, cujo fruto é um dos que melhor se conservam após colhidos e que é, acredita-se, a primeira árvore cultivada pelo homem..

A maçã aparece nas mitologias grega e romana em lugar de destaque em várias passagens. Hércules colheu o Pomo de Pouro (nada mais que uma maçã dourada).

Não por acaso a lenda em torno da descoberta da Lei da Atração Universal (a gravidade) coloca Isaac Newton embaixo de uma macieira...

Em 1717, ao mesmo tempo em que Newton se reunia na Royal Society (que este ano comemora o tricentenário) quatro lojas fundavam a Grande Loja de Londres (hoje GLUI); uma delas foi a “Apple Tree”.

Eu fiz, há tempos, quando ainda no Or:. De Brasília, uma pesquisa para reconstituir os “brasões” – na verdade, placas de sinalização daquelas quatro tavernas.

A partir dessa pesquisa, usando o desenho de uma moldura comum nas tavernas londrinas dos anos 1700, montei quatro emblemas, um deles o da “Apple Tree”, que ficou assim:





Pois bem:

Nas palestras que faço sobre Simbolismo, costumo motivar a audiência tomando uma maçã e uma faca e pedindo a algum presente que corte a fruta ao meio, ficando com uma metade e dando a outra para mim.

Invariavelmente, eis o que recebo:





(Observem que o núcleo da fruta assim partida se apresenta com uma clara identificação com a imagem de uma vulva, o que nos permite entender melhor a associação com Eva e o lado feminino da natureza.)

Mas não é essa imagem que estou buscando.

Nessa altura, eu tomo uma outra maçã e explico aos assistentes que, se a pessoa que me ajudou fosse um iniciado da Academia de Pitágoras e o mestre lhe pedisse que comprovasse essa condição por meio de um sinal particular, mas sem gestos ou palavras, ele simplesmente partiria a maçã AO LONGO DE SEU EQUADOR...

Se fizesse isso, eis a figura que apareceria:





E, para os que não tiveram ainda a oportunidade de ver uma macieira florida, eis o pentagrama já presente na flor, o mesmo que vai se manifestar no fruto:




Notaram a semelhança com nossas representações da “Estrela Flamígera”?





Mas o segredinho que quero partilhar com vocês é que essa estrutura está presente em praticamente todos os frutos (como de resto em toda a natureza).

Para exemplificar, vejam outra fruta tão cara aos maçons: a romã (“pomegranate”). Todos estamos habituados a ver aimagem da fruta aberta no sentido longitudinal, com a familiar imagem vulvar:





Mas quantos já tiveram a curiosidade de saber como se apresenta essa mesma estrutura se cortada em outro plano, ao longo do “equador” da romã? Eis aqui:





Mais uma bela estrela, ... mas de 6 pontas...

Creio que agora você pode voltar à cozinha e começar a cortar TODAS as frutas que encontrar segundo os dois planos, longitudinal e transversal, e comparar as estruturas resultantes. A natureza é sábia, e conhece geometria...

Apenas tome cuidado com a cunhada, que pode não gostar ...

JOEL G. De Oliveira, M.·.M.·.

1 comentários:

Enio Vieira disse...

É impossível não acreditar que o Ser que criou isso tudo não seja muito superior a todos nós juntos...
Grande abraço a todos...
Amor e Luz!!!
Enio